Como guardar dinheiro ganhando pouco? Aprenda a economizar!

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Poupar ainda é uma dificuldade para a maior parte dos brasileiros. O Instituto Datafolha apurou que 65% da população não faz uma reserva financeira. Antes que você se sinta, constrangido, saiba que esse problema é geral e não escolhe classe social ou grau de instrução. Metade das pessoas com renda familiar superior a 10 salários mínimos também não poupam para o futuro. Esse percentual sobe para 75% entre quem tem renda familiar de até dois salários-mínimos.

São dados que demonstram que esse é, sobretudo, um problema comportamental. A boa notícia é que os hábitos podem ser corrigidos com empenho e disciplina. É claro que guardar dinheiro ganhando pouco é um grande desafio, mas é possível mudar essa realidade. Fique atento às nossas dicas e melhore seu controle financeiro.

Por que guardar dinheiro?

Guardar dinheiro é o primeiro passo para se conquistar a liberdade financeira. Podemos entender a liberdade financeira como a autonomia para tomar decisões relacionadas à renda.

É o momento em que acumulamos uma quantia financeira suficiente para reduzir as preocupações com dinheiro. Sabe aquela sensação de deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente? É disso que estamos falando.

Quando não temos dinheiro guardado ou estamos endividados, nossas escolhas ficam limitadas. Fica mais difícil tomar decisões importantes. Imagine a compra de um imóvel. A condição ideal seria ter o valor total do bem para poder pagá-lo à vista e, inclusive, buscar redução do preço. Quando não há essa quantia, a opção é o financiamento.

Nesse caso, o comprador estará restrito às práticas do mercado de crédito. Embora pesquise bastante, inevitavelmente, pagará juros por esse financiamento, o que pode comprometer muito sua saúde financeira, dependendo das condições de pagamento.

A limitação de escolha ocorre, inclusive, nas decisões mais corriqueiras, como a necessidade de pagar um tratamento médico. Se não há uma reserva financeira, será preciso fazer algum sacrifício imediato ou recorrer a empréstimos, o que pode ser um problema para quem já tem outras dívidas.

Portanto, a liberdade financeira ocorre quando o dinheiro acumulado ao longo do tempo pode ser usufruído a qualquer momento sem comprometer seu padrão de vida ou sobrecarregá-lo com dívidas.

Só isso já é uma boa justificativa para guardar dinheiro, não é mesmo? Mas, além disso, dependemos da reserva financeira para realizar objetivos variados, de curto, médio e longo prazo. São três períodos com características diferentes. Conheça:

Curto prazo

São os objetivos previstos para serem realizados em até um ano. Por exemplo, viagens e compra de bens duráveis de menor valor (como produtos eletrônicos e eletrodomésticos). A quitação de dívidas, em atraso ou não, também é uma meta que pode ser realizada em curto prazo.

Médio prazo

As metas previstas para se realizarem entre um a 5 anos são consideradas como sendo de médio prazo. É o caso, por exemplo, da compra de um carro.

Longo prazo

Os objetivos de longo prazo levam, no mínimo, 5 anos para serem alcançados e envolvem metas com alto valor de investimento, como a compra de um imóvel e o acúmulo de dinheiro para a aposentadoria.

A realização de todos esses sonhos e da liberdade de escolhas relacionadas ao dinheiro é resultado do uso da inteligência financeira. Ou seja, de saber usar bem os recursos que se tem.

Como guardar dinheiro ganhando pouco?

Sabemos que preservar parte da renda quando se ganha pouco é uma tarefa difícil. Mas se você está comprometido a guardar dinheiro para realizar seus objetivos, é possível conseguir com disciplina. Para ajudar nesse desafio, separamos estas 10 dicas:

1. Organize-se

Sem organização dificilmente será possível guardar dinheiro. Quem se organiza consegue planejar melhor seu orçamento e tem mais disciplina para levar seus objetivos adiante. Essa deve ser, portanto, a sua primeira atitude.

Comece avaliando sua renda e os seus gastos. Faça cálculos para verificar se o que você recebe é suficiente para pagar suas principais despesas fixas, como moradia, saúde e alimentação. E veja o quanto sobra desconsiderando esses gastos.

A partir daí, faça um levantamento de todas as dívidas, identificando valores, credores e o total a ser pago para quitá-las. O que sobra é o que você provavelmente gasta com consumo.

Se não for possível lembrar para onde foi o seu dinheiro, é porque, provavelmente, essas despesas estão sendo feitas de forma impulsiva. Tome cuidado com esse comportamento.

2. Negocie suas dívidas

Faça um levantamento de todas suas dívidas, negocie com seu credor e inclua a parcela dessa negociação nos seus gastos mensais. Se não for possível pagar a dívida e juntar uma quantia mensal ao mesmo tempo, priorize o pagamento das dívidas e em seguida parta para a poupança.

Assim sua vida financeira poderá evoluir de forma saudável, um passo de cada vez.

3. Corte ou modifique a estrutura dos seus gastos

Você já percebeu que suas despesas se resumem em contas fixas, dívidas e gastos de consumo. Fica mais fácil, assim, gerenciar seus débitos. Além disso, veja se há gastos desnecessários ou que podem, pelo menos, ser reduzidos.

Guardar dinheiro ganhando pouco requer esse esforço, mas vale a pena. Afinal de contas, você está poupando porque tem objetivos maiores a realizar.

Faça pesquisas antes de comprar itens básicos para casa, buscando sempre opções com melhor custo x benefício (nem sempre o que é mais barato vale a pena), diminua o tempo no chuveiro para reduzir as contas de água e luz, compre alimentos aos poucos, evitando desperdício.

Essas são só algumas ideias de hábitos que podem ser mudados para gerar economia.

4. Pague as despesas fixas no mesmo dia do mês

Se for possível, concentre todas as suas contas a pagar no mesmo dia de vencimento. Assim, faça todos os pagamentos fixos que precisa na mesma data. O ideal é que essa regra seja conciliada com o período de recebimento da sua renda.

Dessa forma, você já desconta suas principais despesas da remuneração. O que sobra é o que você pode guardar e usar ao longo do mês.

5. Use planilhas e aplicativos de controle financeiro

Controlar o orçamento é um desafio, para qualquer pessoa. Isso porque envolve dominar o próprio comportamento, além, claro, de acompanhar rigorosamente a renda e as despesas. O controle financeiro é a capacidade de equilibrar todos esses aspectos.

Há muitas formas de fazer um acompanhamento diário das finanças. Pode ser até mesmo registrando tudo em um simples bloquinho. Entretanto, há maneiras mais eficientes e práticas, como apps de controle financeiro. Existem opções desde programas tradicionais como planilhas do Excel a outros, mais completos e intuitivos, como Organizze e Minhas Economias.

Além desses, há recursos de controle associados a aplicativos de bancos que permitem ao usuário identificar seu padrão de gastos apenas com base na movimentação bancária, o que facilita bastante o acompanhamento.

6.Tenha uma renda extra

Ter uma renda extra é uma oportunidade de melhorar ganhos e aumentar a reserva financeira. Muitas vezes, não é necessário abrir um grande espaço na agenda para encaixar uma nova atividade. Tudo vai depender, é claro, do trabalho a ser desenvolvido.

É importante optar por uma atividade que gere renda extra mensalmente, mas que esteja viável para ser incorporada ao seu dia a dia. As opções são muitas: dar aulas, revender produtos, preparar doces e salgados etc.

7. Pechinche

Guardar dinheiro exige esforço. Mas, por mais difícil que possa parecer, vale a pena. Como explicamos, as vantagens de ter uma reserva financeira são muitas, incluindo a realização de sonhos.

É claro que guardar dinheiro ganhando pouco é um desafio enorme, mas sempre é possível fazer alguns ajustes para conseguir isso. Um hábito que é simples e viável para qualquer pessoa é pechinchar. Sim!

Muitas vezes, a possibilidade de redução de preço existe, só não é aproveitada. Se você não tem o hábito de pechinchar, está na hora de começar a tentar. Não tenha vergonha de pedir algum desconto.

8. Reserve uma parte do seu dinheiro mensalmente

Aqui se concentra o seu objetivo: poupar. O essencial é que você seja disciplinado e se comprometa com esse propósito. Por isso, definir um percentual fixo a ser reservado da sua renda é imprescindível para que você se habitue. Sabendo o quanto “sobra” do seu orçamento, fica viável estabelecer se você pode poupar 10%, 20% ou 30% do total recebido.

Mesmo que seja uma quantia pequena, com o passar do tempo você verá o quão satisfatório é ver sua poupança aumentando e ela poderá te salvar de um sufoco num momento de imprevisto.

9. Faça um planejamento financeiro

Planejar o orçamento é fundamental para qualquer pessoa, independentemente da condição financeira. Afinal de contas, é essa organização que nos permite projetar o futuro, seja o mais imediato, para as necessidades do mês, ou o mais distante, como a aposentadoria.

Fazer um planejamento financeiro não é tão difícil. O primeiro passo é verificar qual é a sua receita. Quanto você ganha? Coloque no papel. Depois, faça uma relação de todas as suas despesas, fixas e variáveis. Não esqueça de nada.

E seus objetivos? Também é importante incluí-los no planejamento. Faça uma lista dos seus sonhos de curto, médio e longo prazos. Pronto você tem três áreas que precisam ser equilibradas: ganhos, despesas e objetivos.

O planejamento nada mais é do que tentar ajustar esses três pontos. A conta tem que fechar. Verifique quanto você precisa para sustentar seus gastos fixos e variáveis mensais. Vamos supor que suas despesas sejam de, aproximadamente, R$ 1.200,00. Agora a renda: vamos considerar que seja de R$ 1.500,00.

Isso quer dizer que sobram R$ 300,00. Se você calculou que a renda e os gastos devem gerar uma sobra, mas na prática isso não acontece é sinal de que está gastando de forma impulsivo. É importante, portanto, ficar atento. Esse valor que sobra no orçamento deve ser separado para sua reserva financeira. Comprometa-se com isso desde já.

10. Invista seu dinheiro

Conhecendo melhor seu orçamento e separando parte dos ganhos fica mais fácil rentabilizar o dinheiro. Não deixe de investir esse valor, para que ele não perca poder de compra no decorrer do tempo.

Esse valor pode ser aplicado em opções mais vantajosas do que a poupança, que tem um rendimento baixo. Uma possibilidade são os títulos do Tesouro Direto, nos quais se pode investir a partir de R$ 30,00. Além disso, quando for necessário você pode resgatar o valor investido a qualquer momento.

Sempre que investir seu dinheiro, procure opções que permitam ganhos superiores ao da poupança, sem riscos elevados e com possibilidade de resgate a qualquer momento.

Viu que é possível guardar dinheiro ganhando pouco? Mas é preciso organização, disciplina, comprometimento e persistência. Compartilhe essas dicas nas redes sociais para que seus amigos também consigam melhorar o controle financeiro!

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