Se um dia o desemprego bater na sua porta, não precisa se assustar nem se constranger, porque, apesar de ser um visitante chato, ele costuma trazer lições importantes na bagagem. Uma delas é "como organizar as finanças em caso de desemprego", em período de pouca ou nenhuma renda, ganha ainda mais importância dentre os assuntos da casa.

Outra lição diz respeito à gestão da verba da rescisão, que deve ser administrada com cautela e sem exageros. Vale mencionar, ainda, a necessidade de priorizar os compromissos financeiros mais urgentes e de pôr o pé no freio em relação às compras parceladas.

Então, estando ou não desempregado, se você deseja saber como se organizar financeiramente em momentos difíceis como esse e dar a volta por cima, continue acompanhando este post até o final!

Minimizando os impactos do desemprego pelo planejamento das contas

Quando uma pessoa fica desempregada, ela é estimulada, por força das circunstâncias, a assumir novos hábitos de consumo e de uso do dinheiro. Então, o planejamento financeiro se torna ainda mais necessário, sendo capaz, inclusive, de determinar se a pessoa atravessará essa fase em bons ou maus lençóis.

Se, por um lado, o exercício do planejamento é simples e demanda pouco tempo, por outro, ele exige bastante disciplina na execução e nas revisões periódicas, para corrigir possíveis desvios de rota e certificar se tudo está caminhando conforme o que foi pensado inicialmente.

Nessa reorganização de contas, deve estar na ponta do lápis a expectativa de renda doméstica para os próximos meses, bem como os compromissos financeiros a vencer. Assim, será possível obter um diagnóstico da real situação financeira da casa, antes de tomar decisões quanto ao uso dos recursos disponíveis.

Durante o planejamento, a verba rescisória também precisa ser considerada na hora de calcular as receitas, pois, dependendo do valor, ela pode ser estratégica tanto para a manutenção temporária das contas domésticas, quanto para aproveitar eventuais oportunidades de investimento e de empreendedorismo.

Administrando bem a verba da rescisão

Para você saber em detalhes, a verba rescisória, em caso de demissão, é composta pelos montantes referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), à multa de 40% paga pela empresa e aos meses de seguro desemprego — entre 3 e 5 parcelas, pagas durante o período em que a pessoa permanece sem um novo registro formal de trabalho nos moldes da CLT (Confederação das Leis de Trabalho).

O saldo do FGTS, geralmente, corresponde a um salário por ano trabalhado. Por exemplo, se a pessoa tinha um salário de R$ 1.500 e trabalhou registrada por 5 anos, ela terá direito a algo em torno de R$ 7.500. A esse valor, deve ser somada a multa rescisória de 40% — ou seja, mais R$ 3 mil —, totalizando R$ 10.500, equivalente a 7 meses de salário, aproximadamente.

Cortar gastos desnecessários e pensar maneiras de como empregar corretamente o dinheiro da rescisão devem ser prioridades para quem ficou desempregado. Não menos importante, se a pessoa tiver uma reserva de emergência, ela pode unir o montante dessa reserva à verba rescisória e, assim, ter um fôlego financeiro a mais enquanto se prepara para outro trabalho.

Quem não dispõe de reserva de emergência e vai utilizar a verba da rescisão como principal fonte de renda para as despesas de rotina, deve cuidar para não cometer tropeços no uso das finanças nesse período, sob o risco de não conseguir honrar compromissos importantes nos meses seguintes.

Priorizando as dívidas mais urgentes

A opinião sobre qual compromisso financeiro é ou não urgente pode variar de uma pessoa para a outra, mas, por definição, a urgência de uma dívida está relacionada à incapacidade de ação que ela traz caso não seja quitada em tempo. Por exemplo, se a conta de energia deixar de ser paga, os impactos serão muito maiores que o pet deixar de receber banho e tosa naquele mês.

Sendo assim, principalmente as contas que estiverem atrasadas e aumentando de valor por causa dos juros devem ser pagas o quanto antes. Nesses casos, se os valores pendentes forem elevados, uma boa prática é buscar uma renegociação, de modo que novas condições de pagamento sejam elaboradas e a dívida possa ser quitada rapidamente.

Existe, ainda, a possibilidade de pagar contas fixas de forma adiantada — como aluguel, prestações de financiamento, mensalidade escolar, etc. —, a fim de precaver a família contra possíveis dificuldades financeiras identificadas no planejamento. No entanto, como dissemos anteriormente, as prioridades são as contas atrasadas; tão logo elas estejam cobertas, novos compromissos podem ser pensados, desde que não excedam a capacidade financeira do lar.

Tendo todas as dívidas mapeadas, fica mais fácil manejar o dinheiro disponível, sendo possível, inclusive, investir com vistas a uma renda extra durante alguns meses. Aplicar em bancos ou corretoras pode não ser um bom negócio para quem precisa gerar renda rapidamente, pois, independentemente do risco, o retorno vem sempre em médio e longo prazo. Nesse sentido, entre outras boas opções de renda, estão a prestação de serviços autônomos e a revenda de produtos.

Evitando novas prestações enquanto estiver desempregado

Quase sempre, após receber a rescisão, a pessoa se sente tentada a realizar algumas compras, mesmo estando desempregada. Nesses casos, é melhor que as compras sejam feitas à vista e mediante desconto — compras a prazo em período de desemprego não são bem-vindas.

A pessoa desempregada deve ficar longe de novos parcelamentos, sobretudo, daqueles a "perder de vista" e recheados de juros do financiamento. Caso seja necessário substituir algum produto de primeira necessidade, vale a pena considerar a possibilidade de fazer simplesmente uma manutenção — quando isso for viável, é claro —, em vez de comprar um produto novo.

Existe, ainda, a possibilidade de vender alguns itens que já não são mais utilizados, ou mesmo vender algum bem para comprar outro semelhante, porém mais moderno — por exemplo, celulares, computadores, televisores etc. Se esse procedimento for bem calculado à luz do planejamento financeiro, é possível alcançar o objetivo da transação, gastar pouco e não entrar em grandes endividamentos.

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