Empréstimo para quitar dívidas: vale a pena?

Empréstimo para quitar dívidas: vale a pena?

Acordo Certo

janeiro 14, 2020

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Atualmente, cerca de 65% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), do total de inadimplentes, 78,9% estão “enrolados” com cartão de crédito; 15,5% estão presos a carnês; 9,5%, ao financiamento de carro. Nesse cenário, muitos brasileiros questionam se empréstimo para quitar dívidas vale a pena.

“Como? Fazer uma nova dívida para se endividar menos? Isso tem lógica?”

Por mais paradoxal que pareça, “trocar dívidas” pode até ser um caminho inteligente para sair do vermelho, mas a resposta definitiva sobre a eficácia dessa estratégia depende de inúmeras variáveis, como as razões do endividamento, a capacidade financeira disponível, as linhas de crédito permutadas, os juros praticados por cada financiamento, entre outras questões.

Considerando as particularidades de cada situação, hoje vamos mostrar quando a portabilidade ou a contratação de um crédito de natureza diferente é vantajosa, bem como a quais detalhes você precisa prestar atenção antes de tomar essa importante decisão financeira! Acompanhe-nos!

Como chegamos aos 63 milhões de endividados?

A inadimplência massiva dos brasileiros, na atualidade, é decorrente de um oceano de fatores internos e externos, passando também pela própria cultura hedonista nacional de “viver o agora” sem pensar no minuto seguinte.

Sobre essa extrema dificuldade de economizar dinheiro, basta lembrar que, em 2017, antes da crise chegar ao seu ápice, 44% da população dizia ser impossível levantar sequer R$ 2,5 mil se houvesse uma necessidade extrema. Mas não é só isso.

Some essa variável:

  • à equivocada tentativa de aquecimento da economia pela simples política de crédito facilitado (predominante nos primeiros 5 anos da década);
  • à deterioração no poder de renda das famílias (pela precarização crescente das relações de trabalho);
  • ao aumento da taxa de desemprego, que reluta em sair dos dois dígitos (11,8% em outubro/2019);

Assim você terá, então, a fórmula exata do endividamento crônico nacional.

Embora o epicentro do problema remeta a questões macroeconômicas, é possível, com estratégias inteligentes, seguidas de uma mudança profunda na relação com o dinheiro, sair das dívidas e não retornar nunca mais a elas. E, em muitos casos, contrair um empréstimo para amortizar outro é parte da solução.

Vale a pena pegar um empréstimo para quitar dívidas? Quando?

De modo geral, fazer um novo empréstimo para abater dívida antiga só faz sentido quando a taxa de juros do crédito novo é menor que a que incide sobre o débito atual. Ou quando o parcelamento do novo crédito é mais extenso, reduzindo o valor do saldo mensal. Vamos dar um exemplo baseado em dados reais.

Taxa de juros menores

Em outubro de 2019, os juros do rotativo do cartão de crédito chegaram a uma taxa média de 317,2% a.a. Nesses termos, em 3 anos, uma dívida de R$ 10 mil ultrapassa facilmente a barreira dos R$ 100 mil.

Imagine que você esteja nessa situação, tendo que lidar com um encargo que saiu de R$ 10 mil para R$ 100 mil, sem qualquer chance de saldar integralmente o valor (que, aliás, cresce em progressão geométrica por conta dos juros compostos).

Vamos lá. Dê uma olhada primeiramente na interessante página de estatísticas do Banco Central, que informa a relação atualizada dos juros praticados pelos bancos em quase todas as linhas de crédito pessoa física e jurídica.

Lá você vai descobrir que, enquanto há administradoras de cartão praticando juros acima de 790% ao ano, um crédito consignado privado (descontado em folha) pode ser contraído por cerca de 20% a.a.

Avaliando os dois produtos citados, no caso acima, a troca da dívida mais cara pela mais barata valeria a pena? Sem dúvida. Vamos colocar isso na ponta do lápis no próximo tópico.

Parcelamento mais extenso

O outro cenário em que o empréstimo para quitar dívidas vale a pena é quando você consegue usar a troca da dívida para elastecer seu prazo de pagamento, outra maneira de dar uma folga providencial em suas finanças pessoais.

Você pode, por exemplo, trocar um empréstimo de 12 parcelas de R$ 2 mil por um financiamento de 60 parcelas de R$ 400,00.

Esse caminho também é excelente para quem precisa limpar seu nome com urgência, já que o montante devido se mantém em outra instituição, mas seu nome é retirado dos órgãos de proteção ao crédito pela quitação dos débitos mais antigos.

Na prática, como funcionaria essa operação de empréstimo para quitar dívidas?

Ainda usando nosso exemplo hipotético da dívida de R$ 100 mil, suponha que a administradora divida o valor de seu débito automaticamente em 10 parcelas de R$ 10.300,00 (tanto o parcelamento quanto o pagamento do mínimo do cartão de crédito estão sujeitos a juros — altíssimos).

Em uma situação como essa, vale muito mais a pena contratar um crédito consignado no valor de R$ 100 mil, usar esse recurso para quitar a dívida (que cresce exponencialmente) e ficar com um financiamento muito mais próximo da realidade.

Para você ter uma ideia, em uma consulta rápida ao site de um dos 5 gigantes do sistema bancário nacional, encontramos empréstimo em folha com juros de 14% a.a.; com essa taxa, ao contratar o valor acima descrito, você pagaria exatos R$ 3.475,49 em 36 meses. Muito melhor do que ter um débito mensal que começa em R$ 10.300, concorda?

No que você deve prestar atenção antes de fazer um empréstimo para quitar dívidas?

O primeiro passo é dar uma olhada na página do Banco Central. Ali você tem a compilação dos encargos praticados pelo mercado nos mais diversos produtos, o que deve servir como base para os cálculos que indicarão se é vantajoso fazer a portabilidade da dívida para outra instituição (troca de uma dívida de mesma natureza para outro banco) ou a contratação de um empréstimo diferente para quitar uma dívida anterior.

Outra questão importante é ter em mente que, muitas vezes, não basta trocar de banco, já que a natureza do crédito muda muito a configuração das parcelas, a taxa de juros e o prazo de pagamento. Por exemplo, dificilmente você encontrará crédito automático no site do banco com taxa menor que 45% ao ano.

No entanto, o mercado dispõe de linhas de crédito menos conhecidas do grande público, estruturadas especialmente para reduzir o risco de inadimplência, fato que acaba derrubando os juros cobrados (um empréstimo com garantia de veículo, por exemplo, costuma oferecer taxas até 50% menores do que um crédito automático).

Mas não é só isso que você precisa observar para que o empréstimo para quitar dívidas, de fato, atinja seus objetivos financeiros.

Cuidado para não avaliar variáveis diferentes achando que são fatores iguais. A taxa de juros é o primeiro referencial que o gerente lhe apresenta na hora de solicitar crédito; entretanto, o que deve ser confrontado é o Custo Efetivo Total (CET) de cada operação. Este inclui não somente a taxa de juros, mas também todos os outros encargos relacionados, como taxa de cadastro e IOF.

Por fim, analise também o custo-benefício global de fazer a migração da dívida. Estamos falando aqui sobre as armadilhas da venda casada, prática ilegal, mas que ainda é amplamente praticada por algumas instituições. A venda casada consiste em atrelar um produto a muitos outros (que geralmente ficam estagnados nos portfólios bancários, como os “títulos de capitalização”).

Exemplo: você pode ter uma dívida com CET de 48% a.a., mas ser isento da taxa de administração do banco; outra instituição pode lhe oferecer CET de 46% a.a. + taxa de administração de R$ 50,00 + retenção automática de R$ 40,00 para “investimento” em capitalização + seguro de vida de R$ 100,00 (que você não quer fazer). Em uma situação como essa, é preciso estudar matematicamente se a troca da dívida compensa.

Por último, para quem pensa em permanecer com o mesmo produto, mas migrando para outra instituição, vale lembrar que, no final de 2019, o governo ampliou as possibilidades de portabilidade de crédito, estendendo essa operação ao cheque especial e ao crédito imobiliário.

Bom, neste post você viu que mudar o credor pode ser uma forma inteligente de limpar seu nome e sair do vermelho, mas a eficácia dessa decisão depende dos muitos fatores descritos acima. A propósito, você já pegou empréstimo para quitar dívidas? Pensa em fazer isso de qual maneira? Conte abaixo suas experiências!

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12 comentários

    • Bom dia!

      tudo bem?

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  1. boa tarde , tenho um saque facil , fiz na loja riachuelo , queria quitar este saque, tem 3 prestacoes para mim pagar,as prestacoes (10/04), + 10/05 +10/06, fui na loja dia 20 para fazer a quitacao deste emprestimo, e qdo cheguei na loja estava fechada, tem como mandar o codigo de barra para mim no meu email, quero quitar estas 3 prestacoes que faltam, muito obrigado.

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