Falar de dinheiro é raramente fácil, e o que complica ainda mais são os termos, que quase nunca são claros. Para podermos falar de dinheiro, finanças, e como as controla-los, juntamos este dicionário financeiro básico.

Poupar é manter no bolso

Existem dois tipos gerais: poupança de emergência e poupança de objetivo. A poupança de emergência te protege em um momento difícil e inesperado como desemprego, problemas de saúde, etc. É recomendado que nesta poupança tenha-se o bastante para cobrir entre 3 e 6 meses de gastos cotidianos (aluguel, comida, transporte, etc.). A poupança de objetivo é para gastos planejados no futuro. Isso inclui gastos para viagens, cursos, festas, casamento, etc. A ideia geral deste tipo de poupança é planejarmos um gasto futuro e começar no presente a guardar dinheiro aos poucos e estar apto a poder pagar tudo quando ele chegar.

Economizar é minimizar o que sai

o Isso quer basicamente dizer que não devemos gastar muito. Podemos fazer isso por muitas maneiras, inclusive reduzir gastos supérfluos, procurar promoções/descontos das compras que fazemos, e substituir coisas que compramos com opções parecidas e mais baratas.

Investir é comprar algo que gera mais dinheiro

Você já comprou alguma coisa que acabou vendendo? Se sim, você já fez um investimento. Investimento funciona assim: usamos nosso dinheiro para comprar algo (pode ser qualquer coisa, mas normalmente é uma casa, ações, tesouro nacional, ouro) que vendemos mais tarde depois de agregar valor. Por exemplo, vamos supor que pegamos um dinheiro e compramos um grama de ouro por R$100. Guardamos este ouro até o preço subir, e aí, vendemos por R$200. Compramos ouro, e vendemos por mais dinheiro – investimos bem.

Retorno é o dinheiro a mais que seu investimento te traz

No exemplo de um grama de ouro, compramos por R$100, e vendemos por R$200. O retorno é a diferença entre o valor final e inicial: R$200 menos R$100 dá R$100 de retorno. Chamamos isso de "lucro" também. Quanto maior o retorno, mais dinheiro que seu investimento está te dando.

Crédito, empréstimo, parcelamento, e dívida representam todos a mesma ideia: usar o dinheiro de outra pessoa

o Quando compramos algo e ficamos devendo dinheiro a alguém, estamos usando dívida. Dívida pode ser um crédito, um empréstimo, ou um plano de parcelamento. Em todos os casos estamos usando o dinheiro de outro alguém para pagar hoje o que só iremos pagar mais tarde. Nosso cartão de crédito paga à loja agora, e pagamos a fatura do cartão mais tarde (cartão de débito não é assim). Pegamos um empréstimo para pagar algo com dinheiro do banco, e pagamos o banco mais tarde (inclusive o crédito consignado). Parcelamos a compra em uma loja, a loja tira seu dinheiro da sua própria conta para comprar para nós, e pagamos o valor total ao longo das parcelas. A loja faz isso para encorajar você comprar as coisas lá.

Credor é quem empresta o dinheiro dele

o Normalmente, o credor nem é uma pessoa. Na maioria das vezes, ele é um banco, uma loja, uma empresa de TV e internet (como a NET), uma operadora de celular, um fornecedor de eletricidade e/ou gás. E, no caso de uma loja, da NET, de uma operadora ou um fornecedor de eletricidade e/ou gás, o credor nem te dá o dinheiro diretamente. O credor te empresta o produto ou serviço (uma TV, internet, plano de celular, luz, gás) até você pagar por ele – normalmente parcelado.

Devedor é quem pede o dinheiro: usar crédito, pegar empréstimos, parcelar compras, obter uma dívida

o Temos um preconceito contra a ideia de ser devedor, mas é importantíssimo entender que todo mundo é devedor – até os bancos e empresas credores! É assim que a nossa economia funciona.

Juros são o preço do dinheiro que você pede

o Para alguém querer te emprestar o dinheiro, você tem que incentivar. Normalmente, o incentivo mais interessante para um credor é mais dinheiro. Então quando você pedir dinheiro, ele vai querer você trazer um mais para ele. Crédito, empréstimo, e dívida sempre têm juros. Um pouco diferente, parcelamento muitas vezes não tem juros, mas se você não cumprir os pagamentos, aí o credor vai começar a te cobrar juros também.

Endividamento é gerar dívida

o Quanto maior nosso endividamento, maior a parte da nossa renda é destinada ao pagamento de juros. Ou seja, quanto mais endividada uma pessoa, mais se está pagando por gastos anteriores. Quando alguém deve mais dinheiro do que consegue pagar pela renda atual, falamos que a pessoa está "superendividada".

Nome sujo é estar superendividado

o Existe uma lista de pessoas superendividadas onde todos os credores podem procurar o nome de alguém para saber a situação atual dele. Se tivermos nosso nome nessa lista (ou seja, tivermos um nome sujo), significa que os credores vão querer cobrar juros maiores. Mas, normalmente ter nome sujo não é nossa culpa, pois ninguém quer, certo? Situações difíceis e imprevistas causam este problema na maioria dos casos, mas o bom é que temos o poder de resolver e limpar nosso nome!

Limpar o nome é renegociar dívida

É conversarmos com o(s) credor(es), explicarmos a situação, e mostrarmos a pessoa de confiança que somos.
O credor sempre vai preferir o dinheiro dele de volta do que nos deixar não podendo pagar. Por isso, que ele está muito mais disposto a resolver a situação.
Para facilitar esse processo, podemos usar a plataforma da Acordo Certo. É só preencher os dados básicos, olhar nossos empréstimos, e escolher a melhor opção!

Aposentadoria é uma poupança de objetivo específica

No caso da aposentadoria, nosso objetivo é ter dinheiro suficiente para poder finalmente parar de trabalhar. Existem várias estratégias que vamos aprofundar em um outro post, mas todas elas são baseadas na ideia que é: temos uma conta aonde colocamos dinheiro até podermos nos aposentar.

Seguro é uma forma simples de nos protegermos

Contratamos seguros para ter uma garantia de que se algo der errado, poderemos nos manter. Existem muitos tipos de seguro: seguro de vida, seguro de carro, plano de saúde – até seguro de celular. E todos funcionam da mesma forma. Por exemplo, no caso do seguro de carro, pagamos uma taxa mensal e assim, se tivermos um acidente, a empresa paga todos os custos de reparo e/ou um novo carro. Qualquer pessoa que já bateu seu carro sem seguro sabe como uma garantia assim vale a pena.

Acompanhe nossos posts e entenda ainda mais sobre esse universo financeiro que parece um bicho de sete cabeças, mas não é. Além disso, sabendo um pouco mais sobre o assunto de uma maneira simplificada, você poderá controlar muito melhor sua vida financeira.

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