Golpes na internet

Golpes na internet: conheça os principais

Acordo Certo

abril 6, 2021

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Você já caiu no “golpe do zap”? Segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 12,1 milhões de brasileiros caíram em algum golpe digital entre 2018 e 2019. Com os golpistas cada vez mais profissionais, pode ser difícil diferenciar o real da fraude.

Roubo de senha e clonagem do WhatsApp e do cartão de crédito são os golpes mais comuns na internet. Mas o que fazer depois que você se torna uma vítima desses criminosos? O blog da Acordo Certo conversou com o advogado Francisco Gomes Junior, especialista em Direito Digital, para tirar as principais dúvidas sobre golpes. Confira!

Público-alvo dos golpistas

Quando pensamos em golpes online, imaginamos que as principais vítimas são os idosos ou pessoas com pouca habilidade com tecnologia. Mas diferentemente do senso comum, os golpistas não se apegam à faixa etária — inclusive, você pode fazer parte desse “grupo de risco”.

“O golpista tem como alvo pessoas que deixam perfis nas redes sociais abertos a todos os acessos. Também busca por pessoas que exibem fotos com viagens e bens materiais”, alerta Francisco.

Resumindo: quanto mais o indivíduo mostra ou ostenta, mais chances tem de atrair criminosos.

Em que tipo de crime o golpe digital se enquadra?

“Um golpe digital pode ser enquadrado como estelionato, extorsão ou furto”, afirma o advogado.

Por que tão poucas pessoas conseguem reaver o valor roubado?

Segundo estudo, mais de 60 milhões de brasileiros já sofreram algum tipo de fraude financeira na internet. No entanto, apenas 35% dessas pessoas conseguem reaver o dinheiro. Mas por que isso acontece? 

“Os golpistas montam uma estrutura em que muitas contas estão em nome de laranjas ou usadas para uma única operação. Uma vez recebido o valor do golpe, a conta desaparece”, explica o especialista.

Além disso, a praticidade do PIX também facilita o crime. Em questão de segundos, a vítima consegue enviar uma boa quantia em qualquer dia e horário. Com isso, os estelionatários movimentam o dinheiro assim que recebem.

O problema é que os bancos se recusam a devolver a quantia, já que foi o próprio dono da conta quem autorizou a transferência. 

Golpes no WhatsApp: como se proteger

“A melhor forma de não cair em golpes é evitar contatos com números desconhecidos e com pessoas que não se apresentam. Se for pedido de valores de algum contato seu, busque checar com a pessoa antes de qualquer providência. Não abra arquivos desconhecidos (como fotos, boletos e vídeos, por exemplo). Se for um arquivo duvidoso de algum contato seu, confirme com ele a procedência da mensagem”, orienta Francisco.

Veja este vídeo rápido com as melhores dicas para identificar e se proteger de golpes no WhatsApp:

E-mails suspeitos de bancos e lojas: o que fazer

Páginas de bancos e de instituições financeiras têm segurança reforçada. Inicialmente, confira o endereço digitado para ter certeza de que o endereço está certo. Verifique se há o cadeado de segurança (na parte superior da página, ao lado da URL).

“Os bancos também sugerem a instalação de módulos de segurança por eles fornecidos. Por fim, tenha um antivírus atualizado”, finaliza o especialista.

E quando vem por e-mail? Observe o remetente. E-mails de golpistas costumam ter um endereço totalmente diferente dos e-mails oficiais dos bancos.

Em sites, veja também se o endereço na URL condiz com os endereços oficiais da loja ou banco. E nada de digitar dados confidenciais de primeira, ok? Ao invés de clicar em links, é melhor que você mesmo digite o site e confira se o que diz no e-mail é correto e seguro.

Caí em um golpe. O que devo fazer?

O ideal é procurar por uma delegacia especializada em crimes digitais. Mas nunca deixe de denunciar!

“Em vários locais você tem delegacias especializadas em questões cibernéticas ou digitais. Se não houver, faça o boletim de ocorrência em uma delegacia comum”, orienta Francisco.

Mas, antes de tudo, entre em contato com o banco para qual o dinheiro foi enviado. Se você tiver feito uma transferência DOC ou TED em vez do PIX, por exemplo, há um tempo maior para que a instituição bloqueie o valor. Além disso, caso o dinheiro ainda esteja na conta do estelionatário, fica mais fácil de recuperá-lo.

Como recuperar um PIX

Segundo o Banco Central, o sistema tem uma funcionalidade de notificação de fraude, em que todas as chaves PIX, CPF/ CNPJ e contas envolvidas são marcadas. Essa informação é compartilhada com outras instituições, para evitar que o criminoso faça novas vítimas.

Se o banco não quiser devolver o dinheiro, você pode abrir uma reclamação no Banco Central

Como se prevenir de um golpe digital?

Cair em um golpe digital traz uma série de complicações. Até o banco analisar o caso e decidir se faz ou não o ressarcimento, é uma grande perda de tempo para algo incerto. Portanto, o melhor é prevenir. Veja essas dicas para não cair em armadilhas:

Confira endereços

Ficou em dúvida se aquele é o verdadeiro link do site? Nada que o Google não responda. Também fique de olho nos e-mails.

Tenha antivírus e outras ferramentas

Segurança nunca é demais. Mesmo que o sistema operacional já tenha alguns recursos de proteção, contar com um antivírus nunca é demais.

Não salve dados pessoais e senhas no celular

O ideal é que você não salve seus dados nem mesmo no computador, mas sabemos que a praticidade faz com que você permita ao navegador salvar suas senhas. No entanto, isso não pode acontecer no celular: a clonagem é muito mais fácil.

Além disso, em um roubo de aparelho, o ladrão ficará com todos os seus dados. Nesse caso, conte com programas como o Dashlane, que salva todas as suas senhas para você.

Faça a autenticação em duas etapas

A autenticação em duas etapas exige um código ou senha para quando você quiser abrir o aplicativo. Essa autenticação protege muito mais e evita clonagens.

Na dúvida, faça uma chamada de vídeo

Um amigo está pedindo para você transferir dinheiro? Faça uma chamada de vídeo para conferir se é ele mesmo.

Você já caiu em algum golpe digital? O que você fez para resolver o problema? Deixe seu comentário. 🙂

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2 comentários

    • Oi, Marcos! Um boleto demora até 3 dias úteis para ser confirmado pelo banco. Na Acordo Certo, a confirmação do seu pagamento também passa pela empresa parceira, por isso o tempo de compensação bancária pode ser maior.

      Mas não se preocupe! Se você pagou o seu boleto dentro da data de vencimento, está tudo certo. Guarde o seu comprovante, ele é a prova do seu pagamento.

      Se passarem 10 dias úteis e seu pagamento ainda não tiver sido compensado, envie seu comprovante para suporte@acordocerto.info para a gente verificar o que aconteceu e ajudar a resolver.

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