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Financiamento: Conheça os Tipos e Formas de Calcular

Se você tem um grande sonho, como comprar uma casa ou carro, então o financiamento pode te ajudar! Veja os tipos, riscos e como pedir o seu.

Financiamento: Conheça os Tipos e Formas de Calcular

Financiamento: Conheça os Tipos e Formas de Calcular

Você tem um sonho de ter uma casa própria, um carro, uma moto, fazer um curso na faculdade ou então abrir seu próprio negócio? Então o texto de hoje é para você! 

Neste post explicaremos tudo sobre financiamento: os tipos que existem e seus objetivos, quem pode solicitar um financiamento para o banco, quais são os riscos e cuidados, quais são as formas de cálculos de juros e ainda como se planejar para pedir o seu.  

O que é financiamento?

O financiamento é um produto financeiro oferecido por bancos as pessoas que têm interesse em comprar algo específico que geralmente tem o valor alto, como uma casa, um carro ou um curso em uma faculdade, por exemplo. 

Diferente de um empréstimo pessoal, onde é feita uma análise de crédito e o dinheiro é liberado para o uso livre, no financiamento você precisa apresentar o motivo da sua solicitação e também dar garantias que irá pagar. 

Para que serve o financiamento?

O dinheiro solicitado em um financiamento serve justamente para comprar um bem de alto valor, como uma casa, um apartamento, um terreno, um carro, máquinas para trabalhar, pagar curso na faculdade, entre outros.  

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Quais os riscos de um financiamento?

Todo produto de crédito tem seus benefícios, como conseguir comprar um bem de valor alto, mas também conta com desvantagens e riscos.  

Por isso, separamos 3 destes riscos para que entenda se de fato o financiamento serve para você e se faz sentido para sua realidade.  

  • Atraso no pagamento das parcelas 
  • Muitas burocracias e garantias 
  • Possibilidade de perder o bem 

Atraso no pagamento das parcelas 

Como qualquer produto financeiro que envolve dinheiro emprestado, você corre risco de atrasar o pagamento das parcelas ao banco ou instituição financeira.  

Isso gera diversos outros problemas, como ter que pagar taxas de juros por atrasos, aumento de juros e cobranças, redução do score de crédito, podendo chegar até mesmo ao nome sujo, ou seja, quando a empresa que emprestou o dinheiro pede pra negativar seu nome em um dos órgãos de proteção ao crédito.  

Aí já sabe né? Começa a dor de cabeça para limpar o nome e regularizar sua  

Muitas burocracias e garantias 

 Para conseguir um financiamento, você não passará somente pela análise de crédito e verificação do seu score.  

Como no financiamento os valores são maiores porque os bens geralmente também custam mais, então os bancos solicitam mais documentações e garantias para aprovar o financiamento. 

Possibilidade de perder o bem 

Infelizmente, quando você pega dinheiro emprestado para comprar um bem, como uma casa um ou carro, você corre o risco de perdê-lo caso não consiga mais pagar as parcelas combinadas com o banco.  

Nestes casos, “perder o bem” significa que o banco colocará em leilão, ou seja, outras pessoas têm a oportunidade de comprar e você perde o contrato que estava no seu nome.  

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Tipos de financiamento: Conheça

Os tipos mais comuns de financiamento são: 

  1. 1 – Financiamento de veículo 
  2. 2 – Financiamento estudantil 
  3. 3 – Financiamento imobiliário 
  4. 4 – Leasing 
  5. 5 – Crowdfunding (Financiamento coletivo) 
  6. 6 – SFH (Sistema Financeiro de Habitação) 
  7. 7 – Carta de fiança
  8. 8 – Autofinanciamento (Consórcio)
  9. 9 – Antecipação de recebíveis 
  10. 10 – Microcrédito 
  11. 11 – FINAME (Financiamento de Máquinas e Equipamentos) 

Veja mais sobre cada um deles abaixo:

1 – Financiamento de veículo

O financiamento de veículos é um tipo de empréstimo que serve para quem quer comprar um veículo, mas não tem todo o valor para comprar à vista.  

Ele é ótimo para quem quer comprar um veículo novo, mas também para quem quer um seminovo ou usado também.  

2 – Financiamento estudantil

O financiamento estudantil é um empréstimo para estudantes focado em cobrir os custos de um curso de graduação superior em instituições que são pagas.  

Quase todas as instituições que oferecem este produto de crédito, permitem que o estudante comece a pagar depois de se formar na no curso escolhido.  

Um grande exemplo de financiamento estudantil o programa do Governo conhecido como FIES, ou Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior. 

3 – Financiamento imobiliário

O financiamento imobiliário é aquele tipo de empréstimo de dinheiro que as instituições financeiras fazem para pessoas que querer comprar um imóvel, ou então construir ou reformar.  

O objetivo pode ser tanto para morar, quanto para fazer um comércio.  

4 – Leasing

O Leasing é parecido com os financiamentos normais, mas em vez de dinheiro, na verdade o que é emprestado é um “bem”, através de um contrato, que pode ser um carro ou imóvel por exemplo. É semelhante também com um aluguel. 

No final deste contrato combinado entre a instituição dona do bem (locador) e consumidor que alugou (arrendatário), o consumidor pode optar por comprar o bem que estava “emprestado”.   

5 – Crowdfunding

Crowdfunding também significa financiamento coletivo, que é quando um grupo de pessoas colaboram financeiramente para que um projeto aconteça, seja ele social, cultural, educacional, etc. 

Ou seja, este tipo de financiamento não é oferecido exclusivamente por instituições financeiras. Na verdade, existem atualmente diversas plataformas de crowdfunding, como os sites Catarse e Benfeitoria, onde são recolhidos os investimentos ou doações para os projetos. 

6 – SFH (Sistema Financeiro de Habitação)

O SFH significa Sistema Financeiro de Habitação, e é um financiamento oferecido pelo Governo que incentiva a compra, construção ou reforma de imóveis.  

Contando com uma série de benefícios, como o uso do FGTS para abater valores das parcelas e pagar em até 35 anos, o programa conta com a CAIXA para intermediar os financiamentos.  

7 – Carta de fiança 

A carta fiança é mais um produto oferecido pelas instituições financeiras e é usada por consumidores que estão em busca de alugar um imóvel por exemplo.  

A carta finança garante segurança e evita inadimplência, afinal, ela garante que o consumidor que está locando um imóvel irá cumprir com os pagamentos. 

Quem emite estas cartas são os bancos, por isso, quando você usa este produto, você passa a pagar o aluguel diretamente ao banco, e não ao dono do imóvel que você alugou.  

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8 – Autofinanciamento 

No autofinanciamento, não existem uma instituição financeira fornecendo um valor total para compra de um bem. Na verdade, a ideia é que você, e um grupo de pessoas com o mesmo interesse, financiem o bem, como por exemplo um automóvel.  

O produto mais conhecido de autofinanciamento é o consórcio, onde você paga um valor para uma empresa mensalmente e aguarda o sorteio do seu bem sair. 

9 – Antecipação de recebíveis

O financiamento Antecipação de Recebíveis serve para ajudar empresas a obterem capital de giro em curto prazo.  

Ele funciona da seguinte forma: a empresa solicita as instituições financeiras receber, de forma antecipada, receitas futuras que já estão garantidas, como vendas feitas de forma parceladas, ou pagas por cheques, com carnês, entre outros.  

10 – Microcrédito

Também focado em empresas, o Microcrédito Produtivo Orientado é mais parecido com um empréstimo e é concedido a empreendedores formais (como MEIs), autônomos e pequenas empresas. Instituições como a Caixa Econômica, Banco do Brasil ou BNDEs (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) oferecem tal linha de crédito.  

O objetivo é para abrir ou aumentar um pequeno negócio. Por se tratar de um valor baixo, os juros costumam ser também baixos.  

11 – FINAME

FINAME significa Fundo de Financiamento para Aquisição de Máquinas e Equipamentos Industriais.  

Ele é um financiamento que apenas empresas sediadas no Brasil podem pedir e como seu próprio nome diz, seu maior objetivo é a compra e venda de maquinários para empresas. 

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Quem pode fazer um financiamento?  

Na teoria, qualquer pessoa pode solicitar um empréstimo, para isso, basta ter as documentações necessárias solicitadas pela instituição financeira que irá emprestar o dinheiro.  

Para grandes financiamentos, como os de imóveis, geralmente existem algumas regras extras, como ser maior de 18 anos, não ter restrições de crédito (ou seja, não ter o nome sujo) e ter renda comprovada para o pagamento das parcelas. 

Como calcular as parcelas do seu financiamento?   

Quando pensamos no parcelamento de um financiamento, é importante você saber que é possível calcular através de alguns sistemas diferentes.  

Existem três sistemas: o sistema da Tabela Price, o sistema da Tabela SAC (ou Amortização Constante) e ainda o sistema da Tabela SAM. 

Veja a seguir mais sobre cada tipo de cálculo e avalie bem qual formato é o melhor para a sua necessidade antes de contratar o seu financiamento:  

Tabela Price

Esta tabela também é conhecida como Sistema de Amortização Francês. Quando você opta por parcelas calculadas pela Tabela Price, você então escolhe que as parcelas do seu financiamento terão todas o mesmo preço.  

Para chegar nesse valor fechado de parcelas, os juros são calculados sobre o valor total do financiamento, mas a formação das parcelas é feita da seguinte forma: as primeiras são focadas no pagamento dos juros, já as parcelas finais pagam o valor da dívida mesmo (o dinheiro que você pegou emprestado do banco).  

Geralmente, a primeira parcela somente tem um valor mais alto por contar com mais juros, e as restantes possuem o mesmo valor.  

Tabela SAC

Na tabela SAC, também conhecida como Sistema de Amortização Constante, as primeiras parcelas do seu financiamento terão um valor mais alto, mas aos poucos este valor vai caindo e suas parcelas vão ficando cada vez mais baratas.  

Isso acontece porque os juros são calculados sobre o valor restante da dívida nesta tabela. Ou seja, a cada parcela que você paga, os juros são calculados sobre um valor total menor, e é isso que reduz o valor das parcelas durante o pagamento do financiamento.  

Tabela SAM

O Sistema da Tabela SAM é conhecido como Sistema de Amortização Misto, pois leva em consideração as outras duas tabelas, a Price e a SAC. 

No seu sistema de cálculo, a Tabela SAM usa uma média entre dos valores das outras duas tabelas. Logo, as parcelas não são fixas como na tabela Price mas possuem uma variação menor do que a tabela SAC durante o pagamento do financiamento. 

Diferenças entre a Tabela Price e Tabela SAC  

 Tabela Price  Tabela SAC 
Parcelas Constantes Decrescente (maior no início e diminuem com o tempo) 
Amortizações Crescente (menor no início e aumenta com o tempo) Constante 
Encargo inicial Menor Maior 
Encargo final Maior Menor 
Amortização inicial Menor Maior 
Juros inicial Igual Igual 

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Como se planejar para um financiamento

1 – Planeje-se financeiramente para não se endividar 

Antes de se quer começar a pesquisar um financiamento, suas despesas precisam estar organizadas. Isso significa saber exatamente os valores que entram e saem da sua conta todos os meses.  

Para saber, você precisa anotar seus gastos, entender quanto de receita tem recebido e também o quanto que as suas despesas básicas comprometem a sua renda mensal.  

Faça algumas perguntas como: quanto está entrando e saindo de dinheiro mensalmente? Quantas dívidas temos neste momento? Quantas parcelas estamos pagando? Ainda cabe uma nova parcela de financiamento, sem prejudicar o orçamento atual e o pagamento das contas básicas? 

Fazer isso evita que você fique endividado por causa de um produto de crédito e também impede que você fique com o nome sujo. E somente com esta organização você saberá o quanto tem disponível para contratar um financiamento e outras linhas de crédito. 

2 – Escolha com calma o bem que quer financiar 

Não adianta nada organizar todas as suas despesas, saber o quanto tem disponível de dinheiro para fazer um financiamento, mas escolher um imóvel ou um carro que não fazem sentido financeiramente para você.  

Lembre-se: coloque a razão antes das suas emoções e antes dos seus desejos. Tudo bem querer um apartamento com mais cômodos ou com uma localização melhor, ou então um carro mais atual e mais moderno, mas se estes bens irão deixar seu financiamento muito mais caro e com chances de deixar você endividado, então busque por outras opções. 

3 – Pesquise e conheça os diferentes tipos de financiamento e as tabelas 

Neste texto mostramos vários tipos de financiamentos que existem no mercado, e é claro que eles têm suas vantagens e desvantagens. 

Então não deixe de conhecer pelo menos um pouquinho sobre cada um e ver quais são as taxas de juros mais altas e baixas.   

Tire um tempo para ler os objetivos de cada produto, quais empresas fornecem, entre outras.  

4 – Organize os documentos que serão solicitados 

Para pedir um financiamento, sabemos que as instituições não pedem somente os números do seu CPF e RG, certo?  

Na verdade, é solicitada uma grande lista de documentos, que as vezes a gente só descobre que não tem ou que o documento está perdido quando a gente mais precisa dele. Então, uma recomendação para o planejamento é juntar todos os documentos importantes em um lugar só, seja em uma pasta física ou mesmo pelo computador.  

Os principais documentos solicitados são: RG, CPF, comprovantes de renda e de residência, certidão de nascimento ou casamento, carteira de trabalho, entre outros, de vão de acordo com cada tipo de financiamento e com as regras de cada instituição.  

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Cuidados ao fazer um financiamento

Agora que falamos do que você precisa para se planejar para fazer um financiamento, vamos para a segunda etapa, que é de fato a parte da contratação e os cuidados necessários, como por exemplo verificar os valores e taxas que serão cobrados.  

1 – Analise bem as taxas de juros e compare opções  

Neste texto te explicamos quais são as diferenças entre as tabelas que calculam as parcelas e os juros dos financiamentos. Por isso, um dos cuidados que você deve ter antes e contratar um financiamento é justamente pesquisar as opções do mercado e comparar os valores das tabelas.  

Use e abuse das ferramentas de simulações que a internet oferece e compare os preços usando as tabelas Price, SAC e SAM.  

E mesmo que tenha gostado muito de uma oferta, não contrate ainda: pesquise mais opções e faça comparações. Pesquise pelo mesmo tipo de financiamento em outras instituições e veja as taxas de juros cobradas.  

2 – Leia o contrato do financiamento com atenção e cuidado   

Se já estiver numa fase mais avançada do financiamento e já recebeu o contrato, então está na hora de tirar um tempo extra e ler DE VERDADE.  

Muitas pessoas apenas “passam o olho” por cima do contrato, leem superficialmente e depois começam receber surpresas desagradáveis, como taxas extras, penalidades, correções monetárias, entre outros.  

Leia com cuidado e anote tudo que você não entendeu ou que acha que não estava combinado no acordo.  

3 – Tire todas as dúvidas antes de assinar  

Por fim, depois de fazer simulações, conferir as taxas de juros e ler o contato com atenção, está na hora de esclarecer dúvidas e revisar todos os detalhes.  

Nesta hora, é importante conversar com a instituição que está oferecendo o financiamento e perguntar TUDO que não ficou claro no contrato.  

Para fechar com chave de ouro: fuja de propostas absurdas de financiamento  

Infelizmente, sabemos que existem propostas muito atraentes no mercado, daquelas que você não acredita quando lê.  

Sabe quando você vê anúncios estranhos dizendo “aumente seu score em 30 dias”, “receba renda extra sem fazer nada” ou “faça seu financiamento imobiliário com taxas zero”?  

Pois bem, por trás destas promessas muito boas, podem estar empresas não confiáveis ou até mesmo golpes e fraudes.  

Por isso, antes de contratar qualquer produto de crédito, confirme se a empresa é verdadeira, pesquise o nome dela no Reclame Aqui, confira as avaliações no Google, verifique se o site é verdadeiro e se tem um cadeado de segurança no endereço URL.  

Resumindo, se você achar algo estranho, não siga em frente e confirme todas as informações antes de assinar qualquer contrato de financiamento, ok?  

FAQ: Perguntas Frequentes

Consórcio ou financiamento? 

Depende dos seus objetivos. Se você tem interesse em obter o bem de forma mais rápida, então o financiamento é melhor. Mas se você não tem pressa e pode aguardar o sorteio do bem, então o consórcio pode ser bom para você, afinal, as taxas de juros funcionam de forma diferente do que no financiem-no.  

Qual a diferença entre Empréstimo e financiamento? 

Nos empréstimos pessoais, você não precisa apresentar um objetivo para aquele dinheiro que está pegando emprestado. Ou seja, ao solicitar ao banco, eles irão avaliar seu perfil financeiro e risco de inadimplência.  

Já no financiamento, o dinheiro que você está pegando emprestado deve ter um objetivo, como por exemplo comprar uma casa ou um carro. É por isso que existem vários tipos de financiamentos. Além disso, os valores concedidos em um financiamento podem ser bem maiores do que de um empréstimo.  

2 respostas para “Financiamento: Conheça os Tipos e Formas de Calcular”

  1. Marivaldo Souza dos Santos disse:

    Muito bom! Achei muito informativo.

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