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Real Digital: Como Funciona?

Agora é oficial: teremos a moeda digital brasileira. Mas o que isso realmente significa? Não teremos mais dinheiro físico? E como vai funcionar o real digital? Essa moeda virtual que deve ser emitida pelo Banco Central apenas em 2024 já está dando o que falar, e com isso, muitas dúvidas também. Primeiro já te aviso, […]

Real Digital: Como Funciona?

Agora é oficial: teremos a moeda digital brasileira. Mas o que isso realmente significa? Não teremos mais dinheiro físico? E como vai funcionar o real digital?

Essa moeda virtual que deve ser emitida pelo Banco Central apenas em 2024 já está dando o que falar, e com isso, muitas dúvidas também.

Primeiro já te aviso, o real digital não tem nada a ver com Bitcoin ou outras criptomoedas que vemos por aí. Mas vamos começar pelo início…

No dia 9 de setembro de 2021, o Banco Central fez mais um debate sobre a criação da moeda digital brasileira: o real digital. A moeda digital é uma nova forma da moeda que já conhecemos em papel, já emitida pela nossa autoridade monetária nacional (Banco Central), mas de uma forma virtual.

Estar conectado com as novas tecnologias é fundamental para o desenvolvimento do nosso país.

Um exemplo é o PIX. Nos Estados Unidos essa forma de pagamento já existia, mas não pelo FED – Federal Reserve Board – o banco central americano.

O Brasil já foi pioneiro em ter desenvolvido seu próprio sistema de pagamentos instantâneos, e agora não quer ficar para trás na tecnologia de moeda virtual.

Mas antes de tudo, vamos entender alguns conceitos simples para não confundir o porquê desse lançamento e como o real digital pode afetar seu dia a dia.

O que é dinheiro digital?

“Dinheiro digital é qualquer meio de pagamento que exista exclusivamente no formato eletrônico” – Mais Retorno

A maior diferença é que você não consegue visualizar de forma concreta, como uma nota de R$ 10,00 na sua carteira. Quando você vai ao banco e vê o seu saldo na conta, é uma forma de ter seu dinheiro digital.

Você não está com ele em mãos, e sim eletronicamente através de um saldo de uma conta.

A partir do momento que você saca aquele dinheiro, ele é físico. Os meios de pagamento digitais como PayPal ou até mesmo sua carteira digital do PicPay, são formas de moeda digital.

Você tem aquele saldo, faz os seus pagamentos, transfere, faz compras. Mas você não tem o dinheiro físico em si.

Um outro exemplo de moeda é a virtual. Neste caso, podemos pegar o exemplo dos jogos de vídeogame que seu filho brinca.

O jogo da FIFA, por exemplo, tem uma moeda específica dentro do jogo e, através daquela moeda, você compra jogadores, faz os times e inclusive compra sociedade em outros times.

 É uma forma de remuneração. Mas diferente da digital, que você tem a possibilidade de utilizar como meio de pagamento no seu dia a dia, a moeda virtual está presa dentro daquele mundo ou jogo de vídeogame.

Não se consegue comercializar ou mesmo pagar o seu supermercado com ela.

NEGOCIE SUAS DÍVIDA

Como vai funcionar o real digital?

O real digital é uma versão virtual da moeda brasileira. Essas moedas virtuais de países são conhecidas pela sigla CBDC (Central Banking Currency ou Moeda Digital de Banco Central).

A moeda digital funciona da mesma forma que o dinheiro físico: pagamentos, transferências, compras e carteiras digitais, a única diferença é que, sendo regulada pelo Banco Central do país, ela se torna uma das moedas oficiais de negociação e definição de preço.

A inclusão de uma moeda digital em um país é para facilitar as transações financeiras internacionais, principalmente, trazendo mais segurança e agilidade. Isso se deve porque as moedas digitais são criptografadas por um sistema robusto de tecnologia.

“A moeda digital é uma ferramenta que os Bancos Centrais criaram para manter seu grande poder: o de criar dinheiro para movimentar a economia “– Mari Duarte da Você S/A

Portanto, na prática ela não muda seus hábitos de consumo, apenas a forma de pagamento. Hoje a única forma que o nosso país tem de emitir dinheiro para consumo da população é o papel moeda.

E isso há um custo, não só pelo papel em si como também pelo impacto direto na inflação.

Alguns pontos importantes para entendermos como pode funcionar a moeda virtual:

Pagamentos e Contas (Token)

Ainda não está definido se haverá uma conta ou um token para as transações desta moeda.  Mas temos certeza de que, da mesma forma que está sendo em outros países, a ideia é trazer acessibilidade.

Nessa definição precisará sair também como funcionará a integração com contas de banco, se tiver ou se teremos um próprio token ou conta com o Banco Central

Por ser ainda um tema em discussão, diariamente vamos sendo atualizados pelo nosso próprio governo como anda essa regulamentação e implementação.

Negociação e distribuição

A distribuição do real digital chegará para a população através de bancos, fintechs e todas as empresas participantes do Sistema de Pagamentos Brasileiro.

Juros

“O Banco Central empresta aos bancos comuns cobrando juros, os bancos, esse mesmo dinheiro a pessoas e empresas cobrando um juros um pouco maior.

Conforme esses empréstimos se transformam em consumo e em empregos para quem produz bens de consumo, as rodas da economia vão girando. É assim que o dinheiro como a gente conhece, seja na versão impressa, seja na digital, entra em circulação.” – Você S/A

Agora resta saber como pode ser a remuneração da circulação dessa moeda. Como tudo na vida, não existe almoço grátis e os custos são reais, mesmo que o consumidor não consiga enxergar diretamente.

Dívida

Ainda não sabemos se as dívidas de quem quer limpar o nome poderão ser pagas com esta moeda digital. O real digital está previsto para entrar no mercado nos próximos anos e até lá ainda tem muita discussão no caminho.

Onde comprar o real digital?

O real digital ou e-real ainda está na parte de desenvolvimento, portanto, ainda não é possível comprar. Alguns países já estão em uma fase mais avançada de implementação, como El Salvador, que aceita inclusive em lojas que você conhece como Starbucks, McDonalds e outras.

Mas outros estão atrasados, como Estados Unidos e Europa. Portanto, cabe esperar o término das discussões, e não é esperado que isso ocorra antes de 2024.

O dinheiro físico vai acabar?

Para te explicar melhor, vamos esclarecer a função do dinheiro na nossa vida e como funciona desde sua emissão até você gastar ele.

Temos algumas outras questões que não foram comentadas como: qual será o valor do real digital e será que vai haver alguma diferença de preço entre as moedas?

Essas perguntas ainda devem ser respondidas ao longo do tempo, podendo ser uma das últimas a serem resolvidas durante esse processo de desenvolvimento e implementação.

O que é dinheiro?

Dinheiro pode ser definido de três formas: como meio de troca, como unidade de conta – para todo mundo saber quanto cada coisa vale, e como reserva de valor – para que você consiga economizar.

Isso só funciona porque existe o Banco Central, que controla a quantidade de notas em circulação.

Desta forma se consegue garantir o seu valor, pois se fosse impresso de uma forma inconsequente e infinita, não valeria nada.

O caminho do dinheiro: do Banco Central até sua conta bancária

O Banco Central é o único apto a autorizar a impressão do dinheiro. E para o dinheiro chegar até sua mão ele utiliza os bancos como intermediários.

O BC emite o dinheiro e empresta para o banco. O banco, por sua vez, empresta esse dinheiro através de empréstimos e financiamentos para o consumidor. 

Através do empréstimo se gera consumo, pois tem mais pessoas com dinheiro no bolso. O aumento do consumo gera empregos, ou seja, com mais pessoas consumindo, mais as indústrias trabalham. E isso define a roda da economia de um país.

Mas o banco, além de ser intermediário do crédito, juros e papel moeda para o Banco Central, ele é uma máquina de xerox de dinheiro.

Quando você tem um saldo na sua conta, o banco não necessariamente tem a obrigação de deixá-lo reservado ali na sua conta. Pelo contrário, é regulamentado que o banco pode emprestar até 79% do dinheiro que consta na sua conta. O restante, 21%, vai para o depósito compulsório do BC.

Então supondo que você tem R$ 10 mil na conta, o banco transforma isso em R$ 17,9 mil (10 mil da sua conta e 7,9 mil em empréstimo).

E assim sucessivamente, sempre respeitando o limite de 79% para empréstimo. Uma máquina de xerox eletrônica de dinheiro.

Neste exemplo, o banco recebeu apenas R$ 10 mil do Banco Central e foi ao longo do tempo multiplicando o valor eletrônico através de operações financeiras dele.

Mas isso é legal? Então quer dizer que eu não tenho dinheiro?

É totalmente legal. Você só tem o dinheiro mesmo quando saca no caixa eletrônico. É aí que vem a troca do dinheiro eletrônico para o dinheiro físico.

Um exemplo disso é que se todos forem ao banco sacar todo seu dinheiro ao mesmo tempo, não terá dinheiro para todo mundo.

A relação pessoal com o banco é de extrema confiança e sua escolha deve ser muito criteriosa.

Se o banco falir o problema é seu e não do Banco Central. A única garantia é de ter R$ 250 mil garantidos pelo FGC (Fundo garantidor de crédito) por CPF.

Por isso, principalmente o brasileiro mais antigo, tem o costume de guardar o dinheiro em casa como a única forma de garantia de se ter dinheiro mesmo.

Mas, logicamente, hoje não é nem uma forma segura e muito menos ideal a se fazer. Existem formas de escolher o banco de sua preferência e são tantas boas instituições que, para um banco tradicional ou uma das grandes fintechs falirem, o nosso país terá que estar em uma crise muito maior do que a que já estamos.

Então por que ter uma moeda real digital?

Se você não tem o papel moeda em mãos, podemos dizer que você não tem dinheiro. E é isso que o real digital ou qualquer outra moeda digital vai mudar.

Ao invés da Casa da moeda imprimir dinheiro, o Banco Central criará códigos de computador que representem uma unidade de moeda. Esse código fica dentro de uma tecnologia super inovadora e complexa, chamada de blockchain.

Cada vez que um novo código é criado, fica gravado nesse grande caderno virtual e intocável. Esse sistema grava toda a vida desse código que virou moeda real digital.

Funciona como os cartórios de hoje: quando uma pessoa nasce, seus pais fazem o registro no cartório. Ao decorrer da sua vida, essa pessoa vai gravando nos livros do cartório os acontecimentos como: comprar um imóvel, casar, separar e até morrer. 

Isso funcionará da mesma forma, mas com o suporte da tecnologia criptografada e intocável.

Posso confiar no real digital? 

Essa tecnologia blockhain permite que este rastreamento evite crimes financeiros e fiscais. Quando pagamos algo em dinheiro físico, não se consegue rastrear com eficiência por quem passou aquele dinheiro até ser utilizado como uma forma de remuneração de crime.

Além disso, não se tem o controle de quem guarda grandes quantias em casa para esconder, o que, na maioria das vezes, é gerado por um crime financeiro ou de corrupção. 

Esse rastreamento por código permitido pela inovadora tecnologia não deixa que isso aconteça.

Então se formos falar em confiança, é um sistema confiável sim. 

Vantagens e desvantagens da moeda digital

Ainda está em discussão a implementação e funcionamento do real digital, mas já conseguimos trazer uma desvantagem: essa moeda real digital não será passível de juros. 

O Banco Central que hoje empresta para os bancos o dinheiro emitido cobrando juros e o banco empresta cobrando juros também. Na moeda digital isso não será possível, pois o próprio BC já determinou que esta moeda digital não pagará juros.

E aí ficam os questionamentos: como o banco vai fazer? Como será caso eu precise de crédito, no real digital não será possível?

Hoje os bancos são os intermediários entre o BC e a população, como já falamos. Por essa desvantagem que em todos os países que estão implementando a moeda, ainda só é possível utilizar a moeda digital como forma de pagamento. 

Mas já podemos adiantar que o papel moeda ou dinheiro físico vai continuar. O real digital é uma complementação do sistema financeiro aderindo às tecnologias disponíveis.

Também temos vantagens dessa criação do e-real. Quando o BC tira os bancos da jogada, ou seja, do intermédio do sistema financeiro, ele consegue controlar melhor a inflação (aumento de preços de serviços e produtos) e estimular a economia.

Além de controlar os gastos e rastrear o dinheiro para evitar crimes.

Agora é esperar os próximos passos de como isso deve funcionar junto com os bancos.

O real digital é a criptomoeda brasileira?

A moeda digital é diferente das criptomoedas (Bitcoin), que são consideradas ativos e não possuem características de uma moeda de verdade e nem são regulamentadas pelo BC. 

A principal característica que diferencia as duas moedas virtuais é pelo fato de quem controla sua emissão. No caso das criptomoedas é de uma forma descentralizada onde os próprios usuários e mineradores controlam seus códigos e geração de moeda. 

Já as moedas digitais regulamentadas pelo Banco Central dos seus países, possui uma autoridade monetária que a controla.

Outra grande diferença é que as criptomoedas são ativos e a moeda digital é um dinheiro tradicional, usado para tarefas do dia a dia, depósitos bancários, transferências, pagar conta, etc.

Conclusão

Ainda não podemos dizer com certeza como funcionará tudo na prática. As reuniões do Banco Central têm acontecido com certa frequência e todas as atualizações podem ser vistas através das lives realizadas no YouTube.

Enquanto isso, seguimos confiantes que será bom não só para a nossa economia, mas para facilitar os meios de pagamento e trazer mais segurança em relação ao dinheiro.

Não esquecendo que não basta utilizarmos tecnologia de ponta se não conseguirmos oferecer para a população no geral. As classes D e E ainda são muito desbancarizadas, ou seja, não possuem nem conta em banco.

Portanto, temos um longo caminho até esse lançamento do real digital.

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