Restituição do Imposto de Renda: como fazer bom uso!

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Todo ano, muita gente fica receosa na hora de declarar o Imposto de Renda (IR). Afinal, se o governo verificar que você ficou devendo impostos no ano anterior, certamente essa diferença será cobrada. Mas para outras pessoas esse momento pode significar uma grande vantagem. Cidadãos que pagaram mais taxas do que deveriam têm direito à restituição do imposto de renda, recebendo de volta a sobra do que foi pago.

Normalmente as pessoas não contam com esse dinheiro, já que não há certeza de que ele existirá, nem de qual será o valor do pagamento. Portanto, ele é considerado uma renda extra, que pode ajudar muito no seu orçamento se for usada do jeito certo. O ideal é planejar o que fazer com o dinheiro e priorizar suas emergências financeiras, sem gastar tudo de uma vez.

Para ajudar nessa missão, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o Imposto de Renda. Você conhecerá os detalhes da declaração, o cronograma de pagamento da restituição e os destinos mais recomendados para esse dinheiro. Confira as dicas a seguir!

Como funciona a restituição do imposto de renda?

No momento em que você preenche o formulário do Imposto de Renda no aplicativo da Receita Federal, o próprio sistema calcula o imposto a ser pago ou restituído. Quem tem muitas despesas, como dependentes ou gastos médicos, vai ganhando descontos. E, no fim das contas, pode ter dinheiro a receber.

Para não correr o risco de perder dinheiro, confira os dados com muita atenção e não deixe faltar nenhuma informação. Tome cuidado também com os dados bancários: não cometa erros nem encerre a conta corrente antes de receber a restituição. Se isso acontecer, o dinheiro ficará retido e você terá que solicitar o pagamento diretamente no Banco do Brasil. É melhor evitar essa dor de cabeça, certo?

Fazendo a declaração do IR entre março e abril, você pode esperar receber a restituição a partir de junho. O pagamento é feito em sete lotes, um por mês, até dezembro. O primeiro é destinado a contribuintes prioritários, o que é o caso de idosos e pessoas com deficiência ou doenças graves.

Nos lotes seguintes, o pagamento é feito por ordem de chegada. Ou seja, quanto antes você entregar a sua declaração, mais cedo receberá a restituição. Se você esquecer de algum detalhe no formulário e precisar corrigir a declaração, será considerada a data de entrega da retificação.

Como usar a restituição do imposto de renda de forma consciente?

Quando a gente recebe uma renda extra, é normal ter vontade de gastar tudo de uma vez ou fazer várias compras por impulso. Porém, ao fazer isso, o dinheiro terá ido embora antes que você perceba. O segredo para usar a restituição de forma consciente se resume a duas palavras: prioridade e planejamento. Veja abaixo o passo a passo para usar o seu pagamento do jeito certo.

1. Quite suas dívidas

Se você tem dívidas, coloque seu foco em livrar-se delas. Comece por serviços residenciais como água, luz, telefonia e internet, que podem ser cancelados por falta de pagamento. Caso essas contas estejam atrasadas, deixe tudo em ordem para evitar problemas futuros.

Depois, procure pagar empréstimos com altas taxas de juros, como crédito para negativado, juros rotativos do cartão de crédito e cheque especial. Com o dinheiro na mão, fica mais fácil negociar um desconto para pagar à vista. Mesmo que você só consiga amortizar uma parte da dívida, já está de bom tamanho. Assim, o montante diminui e você reduz gastos ao evitar juros.

2. Desafogue o orçamento

Caso você não tenha grandes dívidas, use a restituição do imposto de renda para desafogar o orçamento. Você pode antecipar o pagamento de algumas contas, como empréstimos bancários e algumas compras parceladas. Assim você consegue ficar mais tranquilo nos próximos meses, com mais dinheiro no bolso para outras finalidades.

Outra boa dica é usar o pagamento para fazer uma “caixinha” para despesas esporádicas, com IPTU e IPVA, entre outras. Separe o dinheiro e o deixe reservado para pagar essas taxas à vista e com desconto quando a momento chegar.

3. Faça uma reserva financeira

Quem não tem dívidas nem contas para antecipar pode usar o valor da restituição para montar uma reserva financeira. É fundamental ter sempre um dinheiro guardado para usar em emergências, como desemprego ou doença na família. Situações como essas podem nos pegar de surpresa, e acabam levando muita gente ao endividamento.

Ao construir essa reserva, coloque o dinheiro na poupança ou em outra aplicação segura, para que você sacá-lo a qualquer momento.

4. Realize um sonho de consumo

Se você não tem dívidas e já conta com um dinheiro guardado para emergências, que tal usar a restituição do imposto de renda para realizar um sonho de consumo? Com o pagamento em mãos, você pode se planejar para compras maiores, como trocar de celular ou computador. Mesmo que o valor recebido seja menor do que o necessário, já é um grande passo para atingir seu objetivo mais rápido.

Esse dinheiro pode ser útil, inclusive, para realizações ainda maiores, como fazer uma viagem ou comprar um carro. O valor da restituição é só uma pequena parte do necessário para atingir essas metas, mas pode ser um ótimo pontapé inicial.

Aplicações simples, como o Tesouro Direto, aceitam investimentos a partir de 30 reais e têm rendimentos maiores que a poupança. Faça um aporte inicial com o valor da restituição e, se possível, vá fazendo pequenos depósitos mês a mês, até conquistar seu objetivo.

Essas foram as nossas dicas para você usar a restituição do IR com sabedoria! Agora que você já está craque no assunto, basta aplicar tudo o que aprendeu na sua vida financeira. Temos certeza de que você dará o melhor destino possível para esse dinheiro extra!

Gostou do artigo? Então não deixe de conferir este outro post do blog: Por que negociar suas dívidas online? Ficaremos felizes em ajudar você a organizar ainda mais a sua vida financeira!

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